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E por falar em Força de Vontade...

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Tempos atrás eu comentei em um artigo que não podemos contar simplesmente com a nossa Força de Vontade para alcançarmos nossos objetivos. E isso é inteiramente correto.

Neste artigo, pretendo me aprofundar no tema para que fique claro o que precisamos fazer e o que não para obtermos êxito em nossos projetos, quaisquer que sejam eles.

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Se está ao nosso alcance o fazer, também está o não fazer. As escolhas são nossas. A decisão também. Só manteremos o foco se conseguirmos incorporar em nós a nossa escolha, a partir da ação contínua e frequente, e para isso estas ações precisam ser conscientes e prazerosas, caso contrário nosso inconsciente irá adotar um modo de resistência.

Em busca da sobrevivência, todos nós, inconscientemente, procuramos estabelecer um modelo mental para realizarmos ações. Quanto mais conseguimos automatizar tarefas, mais chances temos de alcançarmos satisfatoriamente bons resultados, a priori.

Automatizar tarefas é diminuir drasticamente ou eliminar a necessidade de raciocínio, isto é, equivale ao ligar o nosso "piloto automático", fazendo a ação involuntariamente.

O melhor exemplo é a nossa respiração. Ninguém pensa: "agora vou inspirar... agora vou expirar!" Simplesmente respiramos, enquanto nos ocupamos com outras tarefas.

O que é um modelo mental?

Segundo Jerônimo Mendes, administrador, professor universitário e palestrante, "modelos mentais definem a sua capacidade de ação e reação perante as coisas mais simples e as coisas mais difíceis da vida, ou seja, eles definem o seu comportamento".

Daniel Goleman, psicólogo e autor do best seller Inteligência Emocional, diz que "as fontes dos modelos mentais são a maneira pela qual os seres humanos organizam e dão sentido às suas experiências". Segundo Goleman, o comportamento humano é condicionado por modelos mentais e estes, por sua vez, são definidos com base em quatro pressupostos: biologia, linguagem, cultura e experiência pessoal.

Biologia: rotulação da capacidade de realização do ser humano com base nas suas limitações fisiológicas. Será que o fato de alguém ser alto ou baixo, branco ou negro, cabeludo ou calvo, gordo ou magro, bonito ou menos favorecido em termos de beleza deve ser um fator de inclusão ou exclusão no mercado de trabalho? Para muitas empresas, é assim que funciona, infelizmente.
Linguagem: é o meio no qual se estrutura a consciência do ser humano. São considerados aí a oratória, o sotaque, o linguajar.
Cultura: dentro de qualquer grupo - famílias, indústrias, organizações e nações - os modelos mentais coletivos se desenvolvem com base em experiências compartilhadas. Assim, a cultura pode ser considerada um modelo mental coletivo. Se você é filho de judeu, italiano, grego, alemão ou japonês, não importa, existe um conjunto de valores ou pressupostos típicos de cada cultura. De alguma forma, isso afeta os relacionamentos, daí as dificuldades de se admitir em algumas culturas a união de pessoas de raízes diferentes.
Experiência pessoal: diz respeito à raça, sexo, nacionalidade, origem étnica, condição social e econômica, influências familiares, nível de educação, a maneira como fomos tratados por nossos pais, irmãos, professores e companheiros de infância. A maneira como começamos a trabalhar e alcançamos a autossuficiência também é fruto da nossa experiência pessoal e isso é determinante para o nosso sucesso.

Modelos mentais, quando bem construídos, são o combustível necessário para a superação das dificuldades inerentes a qualquer empreitada.

Quando pessoas atribuem a culpa do seu insucesso ao governo, à família, ao mercado ou a outros fatores, elas adotam um modelo mental negativo. Por outro lado, quando assumem a responsabilidade por seus atos e imprimem seu ritmo e sua força em prol da realização de seus sonhos, enfrentando toda e qualquer dificuldade, com certeza possuem um modelo mental positivo.

Modelos Mentais

Modelos mentais podem ser alterados e substituídos?

Sim, é possível alterar ou substituir um modelo mental.

O ser humano é dotado de inteligência, vontade própria e livre arbítrio, portanto ele não está à mercê das situações nem submisso aos instintos. Ele pode ditar o seu destino e construir o seu futuro.

O que Modelos Mentais têm a ver com Força de Vontade?

Tudo, no sentido que estamos refletindo.

Um modelo mental positivo é base para manter a força de vontade.

A força de vontade puramente não é suficiente para gerar resultados satisfatórios e positivos. Sozinha, ela é facilmente vencida quando surgem obstáculos. Mal comparando, é como construir duas casas: uma sobre a areia e outra sobre a rocha. A primeira se sustenta apenas pela força de vontade e tende a ceder quando se depara com intempéries. A segunda é constituída sob um modelo mental positivo; firme, se mantém de pé.

Uma comparação melhor (e que eu gosto) é a da haste rígida e da flexível. A primeira, sob grande pressão, quebra. A segunda se flexiona, se entorna, se adapta mas não rompe. Nós, seres humanos, devemos ser assim: moldáveis e perseverantes. Não simplesmente influenciáveis e persistentes. Por sinal, vale a pena analisar a diferença entre a pessoa perseverante e a persistente.

Qual a diferença entre o persistente e o perseverante?

O persistente é aquele que não tem opção. Vence pelo cansaço. Tenta, tenta, tenta sempre a mesma coisa. E às vezes até consegue... mas nem sempre. O persistente não desiste, senão ele seria desistente. Porém é obtuso, limitado, bitolado, perdendo assim muito do valor das coisas.

Já o perfil perseverante busca aprender com seus erros e sempre procura uma forma diferente de fazer a mesma coisa, até conseguir o resultado que almeja. Ele escala degraus da evolução rumo aos seus objetivos. Enfrenta todos os obstáculos e supera todos os fracassos até conseguir.

Em busca da sobrevivência, todos nós, inconscientemente, procuramos estabelecer um modelo mental para realizarmos ações. Quanto mais conseguimos automatizar tarefas, mais chances temos de alcançarmos satisfatoriamente bons resultados, a priori.

Bem, retomando o raciocínio, não devemos confiar em nossa força de vontade. Devemos, sim, ter a consciência clara do que queremos (por isso, é tão importante a elaboração de metas) e adotar um modelo mental positivo que contribua para que sejamos perseverantes. Ajudam-nos sobremaneira os recursos motivacionais (livros, palestras, vídeos, eventos etc.) para elevar nosso ânimo e fortalecer nossa determinação.

Um exemplo para entender melhor

Quem já passou pela experiência de fazer uma dieta alimentar sabe muito bem como é difícil manter a força de vontade. Sempre surge aquele desejo irresistível de comer um doce, tomar aquele refrigerante ou colocar no prato uma dose maior do que a que a nutricionista determinou. A força de vontade é abalada principalmente quando convivemos com pessoas que não nos dão apoio; ao contrário, provocam, instigam e seduzem.

Eu mesmo já sofri na pele situação parecida. Minha esposa resolveu fazer dieta e, determinada, emagreceu mais de 14kg, adotando uma reeducação alimentar. Diante disso eu me senti desafiado. Resolvi seguir o exemplo dela e fui à nutricionista, que me passou uma dieta sem açúcares, doces, refrigerantes e tudo mais que é gostoso.

Meu problema não foi tanto comer o que estava na dieta, mas limitar-me às quantidades prescritas. Por exemplo: no café da manhã, eu só podia comer duas fatias de pão integral sem açúcar com uma fina tira de queijo cottage ou minas. Eu que estava acostumado a lambuzar meus pães com requeijão, geléias, mel e tudo mais que estivesse à minha frente.

Na primeira semana sofri muito. Ainda mais porque recebemos meus pais em nossa casa para passar uma temporada, e desejosos de que eles se sentissem super bem, abastecemos nossa geladeira com guloseimas. Enquanto o café da manhã deles era nababesco, com bolos, geleias, frios e outras gostosuras, o meu era frugal.

Minha resistência não veio da força de vontade, mas da adoção de um modelo mental. Automatizei comer frutas e vegetais sempre que sentia desejo de algo mais. E esta microrresolução foi a melhor que tomei.

Bem, não vou lhe dizer o quanto emagreci, pois ainda não concluí meu programa de dieta. O processo ainda acontece comigo, mas estou feliz por estar fazendo isso.

Conclusão

"Somos o que repetidamente fazemos. A excelência, portanto, não é um efeito, mas um hábito." - Aristóteles

Alcançar objetivos não se faz andando em linha reta. O trajeto a que somos sujeitados em qualquer estratégia é sinuoso, com altos e baixos, cheio de obstáculos. Somente com um modelo mental positivo e adotando um programa motivacional conseguimos obter força de vontade suficiente para resistir às tentações de desistir, favorecendo assim nossa conquista.

  • Onde colocamos nosso foco?
  • Qual significado damos para o que focamos?
  • Que ação tomamos a partir desse significado?

Responda a estas questões e você estará no caminho certo para realizar seus sonhos.

Então, é isso! Abraços e até a próxima.

Aldo Marques Legal

 

 

Olá! Eu sou Aldo Marques. Criador do projeto Vencer Agora e autor da maioria dos artigos deste site. Sou Life Coach e Analista Comportamental habilitado para a ferramenta DISC Assessment pela Sociedade Latino Americana de Coaching - SLAC. Minha paixão é ajudar pessoas a serem melhores.

 

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