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O que leva uma pessoa a rotular alguém?

O que leva uma pessoa a rotular alguém?

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Geralmente, o que criticamos no outro, muitas vezes é algo que não gostamos em nós mesmos; e muitas vezes quando reconhecemos uma virtude em alguém, é sinal de que achamos que não a temos, denotando que não buscamos encontrar esta virtude em nós mesmos para praticá-la como aquele que observamos; ou, de forma aprimorada, decidimos criticar e não aprender com a situação.

Vez ou outra eu escuto a pergunta: “O que leva uma pessoa a rotular alguém?”. Geralmente, respondo com outra pergunta: “Alguma vez você fez isso ou se lembra de ter feito?” E a resposta que recebo muitas vezes é equivalente a: “Jamais, pois sou uma pessoa de caráter e o rotulador não.

Continuando o diálogo, interpelo a pessoa: “Mas neste momento você não está fazendo o mesmo?

Exatamente aqui está o ponto central da questão que agora eu gostaria de refletir com você, meu leitor: o de não querer se ver em sua própria miséria.

Quando uma pessoa percebe suas imperfeições, que são passíveis de mudanças, e também suas limitações, entenderá as misérias de seus semelhantes e não os julgará, nem os condenará ou os rotulará.

Toda mudança comportamental requer o cair em si, mesmo que o amadurecimento cause dor (da decepção, do espanto e do choque).

Boa parte do que não gostamos no outro significa reflexo de algo que não nos agrada. E quando realçamos uma virtude praticada (que incomoda) é sinal que achamos que não a temos.

Eu sei que dá trabalho, mas para evitarmos julgamentos e crescermos em nossos relacionamentos, o ideal é entendermos o que é dito pelo outro, considerando o ponto de vista da pessoa que diz. Identificar a origem e o motivo da palavra dita traz sentido às situações e minimizam preconceitos e rotulações e, consequentemente, toda e qualquer banalização daquilo que é dito ou feito pelo outro. Conhecer a razão das coisas eleva o valor delas.

Rotular Pessoas

O aperfeiçoamento pessoal, pelo qual deveríamos todos passar, implica em buscar o compreender o outro e também o reconhecer-se, isto é, adquirir autoconhecimento.

Somos como uma joia que se lapida, sem que seja possível, infelizmente, alcançar a perfeição (pensar diferente disso é utopia!).

Nossas imperfeições são nossas limitações – parte da nossa personalidade – e sobre elas devemos buscar ter domínio, nunca deixarmo-nos ser influenciados por elas. Elas não devem ser razão de desgostos e de ruina, ao contrário, devem servir para nosso crescimento pessoal. 

Cada pessoa é única e tem valor para a nossa sociedade. Vivermos bem é entendermos a importância da nossa unidade e cooperação, sem rótulos e julgamentos.

Você, como eu, busca a sua felicidade, a de todos e a de cada um? Então, juntos, vivamos bem, respeitando nossas limitações e valorizando sempre nossas virtudes.

 

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Um abraço e até a próxima!

Vivian Maria Felice Moreno

 

Olá! Eu sou Vivian Maria Felice Moreno. Sou Psicóloga com especialização em Psicodrama e Analítica de Jung. Orientadora Profissional. Atuante no desenvolvimento e promoção humana nas dimensões espiritual, pessoal, familiar, educacional/profissional, social e afetivo no resgate qualitativo da vida do ser, de suas potencialidades e superações (resiliência). Graduanda em Teologia na PUC -Rio. Criadora do Curso Superando Limites.

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